EDITORIAL

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Muito se tem falado no NOVO CORONAVIRUS nas últimas semanas no Brasil. Muito se viu a Rede Globo falar nesse virus e não sabemos se tudo é por conta do posicionamento do presidente Jair Bolsonaro que, desde o início trata a questão com pouco pavor ou porque, de fato, o Grupo Globo está preocupado com a pandemia.

Quem assistiu ao pronunciamento de Bolsonaro em rede nacional nesta terça-feira, viu o presidente lendo um texto feito à base de ressentimento e desnecessário, apesar de em dado momento coerente, por explicitar o terrorismo global, e não falo no sentido mundial.

O pronunciamento foi uma resposta ao pedido de calma e tranquilidade feito na edição de segunda-feira (23) do Jornal Nacional (TV Globo). O problema é que o texto dado ao presidente teve exageros com afirmações que vão de encontro ao que tem pregado a equipe de governo de Bolsonaro.

É certo que o novo coronavirus é preocupante. Mas um país de terceiro mundo não pode parar da maneira que estamos vendo governadores e prefeitos dos estados mais pobres do Brasil fazendo valer a qualquer custo suas imposições. É Decreto e mais Decreto impondo condições e determinando fechamento de estabelecimentos comerciais sem qualquer preparação prévia para que esses comerciantes, sobretudo, os de pequeno e médio porte se organizem.

No Maranhão, o governo estadual manda o povo ficar em casa e o comércio fechar as portas para evitar aglomeração, mas vai na contramão do que impõe à população e promove evento de entrega de cestas básicas onde provoca um grande aglomerado de pessoas, como aconteceu esta semana em São Luís.

Sabemos que os idosos estão no grupo de risco daquelas pessoas que tem maior propabilidade de morrer dentre os que contraem o novo coronavirus. A orientação do Estado é que, sobretudo, os idosos fiquem em casa e manda todo mundo ficar em família para proteger esse grupo. Mas é, justamente os idosos o público alvo de uma campanha de imunização contra o H1N1 que levou milhares deles para os postos de saúde em todo o Estado.

Os governos municipais também estão indo na sombra do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). A ordem é ficar em casa. É fácil dizer isso em Decreto que sequer dar tempo de as pessoas se organizarem. Pior, fecha o comércio sem ao menos dar a chance dos comerciantes se prepararem e criarem alternativas que visem a manutenção do emprego de seus colaboradores e a própria sobrevivência da empresa diante de uma crise econômica que já se arrasta há anos e agora, um problema de saúde.

Quero ver é o governador, prefeitos e secretários que vivem muito bem no conforto de seus lares doarem seus salários para que essas mesmas pessoas que eles mandam deixar o trabalho possam ter alimentação garantida, visto que, quase 100% desses trabalhadores tem o seu emprego como única fonte de renda.

É fácil o governo mandar ficar em casa. Mas é difícil o governo, tanto faz ser estadual ou municipal, dar condições pra que essas pessoas fiquem em casa. Quem vai garantir a alimentação dessas famílias? Como as empresas de pequeno e médio porte vão sobreviver sem qualquer tipo de incentivo do poder público?

Manda ficar em casa e diz que não vai cortar água. Quero ver isentar esse mesmo trabalhador que mandou ir pra casa de pagar a conta de água. Quero ver esses governantes abrir mão do ICMS, ISS e iluminação pública. No caso dos prefeitos, sobretudo, aqueles com baixa popularidade, estão bem interessados nessa história de eleições unificadas em 2022. Isso até me faz pensar que tamanha “preocupação” seja tentativa de evidenciar um caos e evitar a eleição deste ano.

Encerramos esse editorial pedindo reflexão daqueles servidores públicos que estão usando redes sociais pra esculhambar quem tá indo ao serviço e aos que estão dando oportunidade de trabalho. Pra vocês é fácil dizer pra ficar em casa e criticar quem está indo ao trabalho. Vocês tem garantido os seus salários no final do mês, então, antes de criticar pensem que nem todos tem esse mesmo benefício.

Por fim, um pedido à imprensa, pra ser mais justo, uma pequena parte dela. Reservar tempo para questionar o porque das pessoas estarem trabalhando ou não e “exigir” fechamento das empresas porque estão lutando para evitar outro colapso: o econômico, francamente, vocês estão com o salário de vocês garantido. Pensem nisso!!!

1 comment on “EDITORIAL

  1. Wallace

    Belo Editorial. O corona vírus é uma arma para os oportunistas. Claramente o remédio é pior que a doença. Arma política, isso sim é o que está se transformando essa pandemia. Não duvido da seriedade desse perigo, mas com certeza estão usando esse problema como arma política, é só ver que o Maranhão declarou estado de calamidade muitos dias antes de São Paula que já apresenta casos confirmados. Parafraseando um inteligentíssimo político brasileiro, médico e querido candidato à presidente, falecido, infelizmente: “O Coronavírus é o viagra dos oportunistas.”

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